quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Perco o sono

Eu queria conseguir falar disso da forma mais leve possível, mas vou começar com uma frase apocalíptica. A Iúna disse uma vez algo forte, que superficialmente pode parecer contraditório: “A universidade tá atrapalhando meus estudos”. Entendeu? =S

Quando eu entrei pra faculdade de Jornalismo, não tinha muita expectativa. Mentira, até tinha sim, mas nenhuma claramente definida. O ambiente que encontrei, na verdade foi escolar. Não senti, desde que entrei, um ritmo de universidade ou uma interação acadêmica de fato. Felizmente, com o tempo dei uma perspectiva maior à “comunicação social” do que a questão da empresa jornalística e da indústria cultural – que não menosprezo de todo e acho interessante refletir sobre. Por aí eu segui.

Me aproximei da Executiva do curso, do movimento estudantil e geral de comunicação, de demandas cruciais de alguns movimentos sociais, o que resumindo, foram experiências extremamente construtivas, no sentido de ampliar as percepções sobre, hm, é, praticamente tudo. E eu não estou falando de amiguinhos ou bebedeiras, mas de visão de mundo, de estudo, de coerência. Portanto, foi fora da sala de aula, das provas, dos corredores hospitalares da faculdade que, posso assim dizer, se deu minha maior formação. E quero continuar nesse caminho, é verdade, nem fico acanhado de dizer.

Um momento crucial disso tudo é o próximo janeiro. Será em com os 12 mil moradores do município de Esperantina, Tocantins, na Operação Carajás do Projeto Rondon, uma parceria do Ministério da Defesa com instituições de ensino superior. Meu nervosismo se dá em duas linhas. A primeira é se as atividades que eu vou desenvolver serão, de fato, apreensíveis e efetiváveis (a curto, médio ou longo prazo, depende). A segunda, mais angustiante, é justamente uma extensão da primeira: eu sei que não vai ser suficiente, porque eu entendo que não vou salvar o mundo ou operar milagres. #obreirosanto

Infinito em possibilidades, mas as práticas são limitantes. Onde esses pontos de encontram e como transpor a divisa? Eu preciso aprender mais, a vida tá pedindo. Mas ela bem que podia deixar de fora a parte das olheiras, né.

2 comentários:

  1. o que vc acha do jornalismo piauiense?
    sem autonomia, infinitas propagandas...
    eu acho broxante.
    léo ruiz.

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  2. Oi, Léo!Por aqui cada veículo é uma verdade - a do grupo proprietário. Jornalismo aqui é empresa familiar (Vale Tudo).

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