sábado, 13 de novembro de 2010

O Menino e o dente*

Gaga boca-de-ouro relembra o trauma da extração dos dentes de leite.

Não sei vocês sofreram o mesmo trauma quando tiveram os primeiros dentes arrancados. Certo, vamos recordar: você sente o dente mole, chama a mãe pra ver, ela diz que não está mole o suficiente e você passa uns três dias com o dedo enfiado na boca, balançando o dente pra lá e pra cá. Sussa. Então sua mãe te chama. “Deixa eu ver se tá na hora, filhinho, senão fica entremelado”. É um blefe. Na verdade ela não apenas balança o dente como segura seu crânio com violência e começa a puxar – e não consegue. “Nunca.Mais.Toque.Em.Mim”, você grita em frangalhos. Dias depois você cai da mesma tática, mesmo tendo dito: “Tá, mas deixa que eu arranco viu mãe”.

Minhas primeiras experiências com dentes foram horríveis. Caso de polícia. Nem vou falar das que tive com dentistas porque bloqueei. Deve haver uma razão muito boa pra isso. Enfim, não culpo minha mãezinha. Ela, assim como todas as outras, aprenderam isso no “Manual Secreto do Amor Incompreendido (para Mães)”. De qualquer forma, perguntei como ela se sentia e pedi uma justificativa para dar ao mundo, nesse post. Ao que ela me olha meio comovida: “Todos os teus dentes estão no telhado, pode recolocar se quiser”.

Sem mais.

*O título do post foi tirado desse vídeo

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