terça-feira, 16 de novembro de 2010

Xarpi


Ontem ganhei de aniversário (da @luana_sena e do @mauriciopokemon) uma camisa de um artista piauiense de maior talento - inversamente proporcional ao seu reconhecimento concreto. Entretanto, sua obra é cravada em pedra, eternizada no asfalto e incrustada em pontes, muros e torres. Ele assina, e nem todos decodificam, como Manin. Augusto César é grafitteiro e produz um estilo próprio, inconfundível: o Xarpi.




O Xarpi é um estilo não tão detalhado, mas se coloca expressivo e dinâmico em cores olhares e formas. Manin revela nos traços a influência das telas e murais do pintor piauiense Nonato Oliveira. O lugar de contemplação da galeria, nesse caso, dá lugar à rua. “Pra mim, o Grafitti é livre. Mesmo que migre para os salões das galerias ou das grifes, não perde sua essência urbana. Meu Grafitti não é seleto só no bairro onde moro, ele viaja pela cidade, nos bairros", afirma Manin. De fato, seu trabalho conecta as distâncias improváveis do mapa da cidade. Inaprisionável, as figuras que saem das suas latas de spray transformam algo sujo ou abandonado em vibração, colorindo os caminhos. O grafitti é, portanto, dar vida.

Em 2009, quando o conheci, realizava um mini doc sobre comunicação alternativa e arte marginal em Teresina, o qual nunca editei melhor por falta de habilidade. Quem tiver tempo e espírito pra ajudar, fica o convite.

*Fotos de Maurício Pokemon

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