domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Peso das Palavras

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Retiradas do livro (na verdade é uma 'revista' em quadrinhos - em Portugal chamam de Banda Desenhada) de José Carlos Fernandes, A Pior Banda do Mundo. São 4 volumes com curtas histórias, geralmente de 2 páginas cada, com centenas de personagens e um traço artístico peculiar, meio caricatural. Vez por outra eu retomo a leitura, o que torna a experiência bem melhor.

Receitas de despedida

Confortar pessoas não é meu forte. Dá pra perceber, né, olha aqui eu falando de comida enquanto terapia. Pra quem quer relaxar, digo que algumas coisas simples funcionam, por exemplo, fazer uma salada. Essa coisa de cozinha é bem óbvia, então é bem o meu tipo.

Legumes cozidos são ótimos para descascar e cortar com a faca mais afiada da gaveta, isso feito sem a mínima pressa, pra dar tempo pensar. Como bom carboidrato addicted tenho um conselho: amassar batatas para um purê podem fazer a diferença em uma manhã ruim. Foi o que fiz hoje btw.

Esse mês de fevereiro, já de longe, é o pior de todo o ano e estou sendo bastante racional. Nossa, que difícil. O Vitor Machão (que brinquei em posts [1][2][3] aqui do Gira Livre) meu amigo, velho amigo, cometeu suicídio. Eu pensei em dizer isso de um jeito mais ameno, mas simplesmente é dessa forma: chocante.

Não sou besta de tentar fazer uma homenagem à altura, portanto o que estou fazendo aqui não é isso. Nem vou julgar o que ele fez porque, veja bem, ele era mais equilibrado que eu. Bom, isso tudo foi há uma semana.

O que fica do Victor Marchel, pra mim, é uma lição de sensibilidade e agradeço pra sempre. Infelizmente já não consigo traduzir em palavras coesas o que eu queria no início dessa postagem: estou embriagado de saudade.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Verão da Migração

Segundo divulgação da própria rede em setembro do ano passado, o Facebook tem 6 milhões de brasileiros, contra 27 milhões presentes no Orkut. Apesar da popularidade, uma onda de desvalorização ataca o site de relacionamentos do Google. Certo. Daí que volto de viagem e me assusto com 70 solicitações de amizade no Facebook: pessoas que, sim, já tenho no Orkut (e – ainda – não as abandonei).

Questão do Milhão: as pessoas vão se relacionar melhor em outra rede? Claro que não. O que acontece na maioria das vezes é uma submissão à plataforma ao invés de um uso qualificado. Não sou nenhum techguru, mas vejo apenas pessoas desestimuladas ou mesmo cansadas de uma determinada forma netmeeting. Com razão ou não, elas fazem o que bem entendem, mas a história é feita de ciclos: ou vocês esqueceram da era Flogão vs Fotolog?

Como o ambiente virtual também é feito de territórios, alguns são mais fortemente demarcados que outros, logo existe também a noção de nativo e forasteiro (processo de in/exclusão). Quem está há mais tempo em um lugar começa a sentir incomodado, a ponto de procurar outro lugar, por causa da suposta "invasão". Ou seja, um movimento gera outro. Tem a ver com a valorização do espaço, justamente como acontece com o mercado imobiliário. Particulamente, vejo pessoas em busca de distinção, que são atraidas por modelos aparentemente mais sofisticados. É o que explica a frase "-Vou te adicionar no orkut" soar feito insulto, por exemplo.

Anyway, fica aqui o meu voto pela integração.