domingo, 31 de outubro de 2010

Diversão Antropológica - SushiFolia

Dessa vez a diversão antropológica extrapolou os limites territoriais e fomos numa viagem até o continente mais louco do planeta: o Japão. Essa aventura tem dois momentos - uma farsa e um desastre.

Parte I - Farsa

Ai, dá até vergonha contar, mas eu não consigo mais me preservar, nem os meus pares. Estão avisados. Tem gente pedindo pra eu não escrever sobre, mas né, vacilou. Whatever. Convidei uns cinco amigos, entre eles a Motorista da Rodada e o Victor Machão, conhecidos de vocês aqui do blog. Tá, o plano era pedir uma barca de sushi, os vinhos "mais mais ai, que tenho 20 anos" da adega, emendando tudo isso, iríamos passar a noite toda aqui em casa. Tipo: zona sul, sushi, vinho e festa do pijama. Hahahahahahaha. O que eu não faço pra Viver a Vida, hein Manoel Carlos. Vou te contar...

Parte II - O Desastre

Chegam Victor Machão, a namorada esquerda festiva dele, e o Teddy Bear. A Motorista da Rodada está atrasada. Eu ligo. Ouço algo entre "estou bêbada" e "as meninas vão comigo". "Beleza", respondo, "mando pedir mais?" encerro perguntando. "O dobro e mais um pouco", ela grita. Desligo o telefone atônito. Só consigo mover os lábios pro Machão: o d-o-b-r-o. Sim, o momento sushi&glamour estava prestes a se tranformar em churrasco na lage, farofada. Certo, amigos é a família que a gente escolhe, nem digo mais nada. Fico bebendo pra anestesiar minhas reações.

Quando a Motorista chega, trás consigo um time de futebol - inclusive os reservas, os árbitros, a pm, os cambistas E, claro, a torcida. Todos recebidos com muito carinho. Imprevistos geram ocasiões inesquecíveis. Amo. E olha que surpresa, sobrou sushi, sorte da minha geladeira - vai rolar um risoto oriental, quem topa?
morri

Quem ficou pra resolver o total clima de bombardeio da 'reuniãozinha' foi a "Moça-que-trabalha-lá-em-casa". É nossa amiga samaritana, que aceita os trabalhos menos nobres. Tadinha, hein. Sou assim, um anfitrião. Abraços e voltem sempre.


PS.: Serião, marcou total, mas próxima semana, oi, vamo de Paintball.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Meu mundo caiu

Darth Vader programou minha agenda

O primeiro pensamento que tive quando acordei foi “Ôpa, tâmo aê!”. Viver é um susto. Até agora, o meu dia foi muito intenso. Sofri feito uma piñata. De tão relevante quero dividir com o mundo, no calor do sentimento, sem filtrar. Sessão do descarrego total.

Bem cedo tive que ir ao banco. Poxa, ir ao banco é sinal que não deu pra resolver pela internet. Filas, filas, gente resmungando mandando andar porque “ei! ó!”, aí apontam pra frente. Ódio. Por um momento pensei que o marceneiro não merecia o desgaste, mas ele fez um trabalho tão legal. Estantes, porta e janelas. Um acabamento artesanal lindo, e tudo. O cara não merecia ouvir um “passa amanhã”, né.

Cheguei no trabalho com minha camisa executivo wanna be - branca com listra verdes - que me dá um ar de jovem empreendedor. Se alguém pensar isso quando me vir, rs, sério, rs. Não sei se já disse que trabalho com jornalismo, assessoria e tal. É o caso.

E começam meus problemas de verdade. Mal chego e vou direto pra um hospital. Oi? Super Bactéria é um nome que também assusta vocês? Beleza, se me pagam por. O que não me dá necessariamente super coragem. Respirando em momentos estratégicos, andei pelos corredores falando com os médicos, pacientes, enfermeiros e pessoal do setor burocrático. Ainda não morri, então estou feliz.

Volto pra redação, escrevo tudo, enfim. Me concentro em outra pauta, emperrada a uma semana. O moço ficou de me ligar, ficou de aparecer. E eu, chato até o âmago, ligando, pedindo satisfação. Quando ele atendeu hoje, ouvi uns tambores. Provavelmente ele estava dando meu nome para um umbandista pôr em uma vela vermelha. Ele que pense que eu não vou fazer um trabalho aos orixás – em água corrente, mais certeiro.

Hora do almoço. Puta dia infeliz. Fui almoçar sozinho porque minha chefe (me odeia. grita coisas como: “você-não-produz-nada-é-um-incompente-acho-que-é-pedir-demais-pra-você-vou-é-te-demitir-meu-deus-do-céu”) recebe almoço vip, na sala. Eu não - exponho ao mundo que não sei segurar talheres. Melhor assim, pude chorar em segredo.

UP: Francamente, não mereço. Trabalhei até 20h. Não é justo, simplesmente. Aí que na faculdade eu tomo consciência do atraso que tá minha vida. Chego em casa, sento no chão da sala mesmo. Bate aquela vibe fraqueza, aquela onda negativa, pesada. Zica. Reflito se essa é a vida que DEUS, MEU DEUS traçou pra mim. Poxa que sorte, rs, ligo a TV e tá passando um programa chamado Calor da Noite. Uma pena que os apresentadores são tão quentes quanto um saco de Gelo Pingüim. Só o que me faltava, sentir vergonha alheia. Não quero apatia nenhuma, quero beber. Beber muito e dar um vexame, beijos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Places i'll remember all my life



Eu trabalho perto da casa onde passei alguns momentos mais peraltas da minha infância. A casa dos meus avós. Não, não fui criado por eles, bem sei o que dizem por aí.rs. Anyway, os velhinhos tem quase 100 anos e fazia uma eternidade que não ia lá e nem tinha isso na agenda. Motivo número 1) distanciamento natural, 2) falta de apego e 3) minha vózinha nem lembra mais quem eu sou. Alzheimer - o escroto – então tanto faz que ela me veja ou não. Praticidade sem encantos, estou nessa.

De qualquer forma, minha mãe foi me buscar no trabalho e resolveu dar um pulinho lá. Entrei e a vó tava indo do quarto pra sala, o vô tava pro sítio. Lógico que ela nem esboçou reação. Poxa cara, a idade faz coisas estranhas com as pessoas do tipo entortá-las. Os vetores da coluna da minha vó estão todos de greve com as leis da física. Me aproximei, dei bênção (bleh). Momentão nostalgia:

“Oi vó, eu sei que a senhora nem lembra de mim, seu (cof cof) neto favorito. Mas olha como eu cresci, antes eu dava no seu ombro, se a senhora puder lembrar. Hoje eu tou altão, né. Tenho ate barba, ó” - levei a mãozinha dela até meu super queixo com a barba crescida de dois dias – ao que ela responde com algumas gargalhadas. Acho que gente que ainda consegue rir (e não rir sem parar, riso idiotizado) tem um fundo de lucidez.
Tocante hein? Rá.

Deixei ela na sala e fui ver o quintal, porque antes eu brincava muito no quintal de lá, achava imenso. Surpresa. Diminuiu. Não, eu que me tornei a porra de um gigante, claro. Fui até o pé de goiaba, coisa old mais divertida ever. Antes eu costumava subir atééééé o “ôin”, como a gente fala por aqui. Maravilha, o pé pareceu mínimo perto do que eu lembrava. Que merda, acabou com minhas memórias saudosas.

domingo, 24 de outubro de 2010

Dreams of Flying




Categoria "Old but Gold". Vez por outra visito o site do fotógrafo Jan von Holleben pra ver se tem algo novo. Gosto bastante das noções de movimento. As imagens do post são do livro Dreams of Flying - as crianças são da vizinhança dele, na Alemanha.

Thiago Pethit - (2010) Berlim, Texas


*Thiago Pethit - Não Se Vá

Achei esse álbum do Thiago Pethit na pasta do notebook da minha irmã. Beirutismo define.rs . Meio #fail. E olha, acho o projeto Música de Bolso, responsável por esse clipe, uma imitação cara-de-pau das produções supremas da Blogoteque. Passo.

The mess were'in


*Pj Harvey & Thom Yorke 'This Mess We're In'

Deprimi. Porque eu passei o dia à toa, sem um momento de concentração produtiva. Desde sexta eu venho querendo ler uns textos pra semana de provas. Gente, isso é sério, a faculdade que estudo tem semana de prova. Tem campainha de recreio também. E aposto se um dia alguém aprontar feio vai pra diretoria, levar uma advertência pros pais.

Então que hoje de tardinha fiz brigadeiro. Gosto de fazer algumas coisas na cozinha. Prefiro ver o Jamie Oliver falando ‘fishes’ com a língua nos dentes, mãs. Nunca faço um brigadeiro igual o outro, mas nesse último exagerei na pimenta. Sou assim, ousado. rs (Cara, me explica o que é eu comer todo o creme de camarão no almoço e ainda fazer brigadeiro... falta de fé pra me preencher.)

Pra completar o meu dia animadíssimo o tempo (não o clima, ok) decide mudar. Ontem foi um dia extremamente atípico, nublado, úmido e ameno. Hoje o inferno voltou como quem diz “brinks”. Encerrando com Talita no MSN me passando fotos da organização do quarto dela - fail – e logo aqui ao lado, na minha bancada, uma pilha de folhas A4 formam um letreiro enorme escrito “v-a-g-a-b-u-n-d-o”. Tsc tsc.

sábado, 23 de outubro de 2010

Os Outros - do lado de lá

Um colega fez uma matéria sobre a atuação da Suzano Papel e Celulose no Piauí, sua mais recente investida. Conseguiu as páginas centrais do jornal que trabalha e de quebra ainda foi parar no site da Caros Amigo, essa publicação icônica. São informações bem válidas, não apenas emoção gauche. Daí que ele agora é perseguido, tipo, ditadura feelings (brinks). É um sinal de sucesso? Estávamos tentando descobrir numa mesa de bar.

Já cheguei a imaginar que essa galera toda que esbraveja por ter sobrevivido aos anos de chumbo, ter sido presa, torturada, e o que mais os livros descrevem, o fazia por mera ânsia de reconhecimento, honra, algo como ‘me chupem’. Viu como eu era (?) infantil. Uma coisa é quando o Estado fica silencioso, armando suas tretas, outra é ele ir pra cima te encher de porrada. Escancarado. A literatura sociológica e jurídica é extensa no impasse governantes X governados, termos dos quais decorrem outros como dominantes X dominados, controladores X controlados, enfim - Maquiavel, Locke, Hegel, Keynes, Focault, Althusser e uma carrada de galerosos que a gente morre de preguiça de ler. Entender pra quê, né. rs

Acredito no sofrimento das pessoas que lutaram (literalmente) pela garantia de liberdade e direitos, por mais esvaziada de sentido que essa afirmação seja hoje em dia, principalmente se proferida pelo Zé ninguém que aqui escreve. Acontece que a perspectiva história domina a cena, do nipe “Naquela época era possível. Naquele tempo era política de verdade. O sonha estava vivo”. Ainda temos problemas que conseguiram driblar aquelas resistências, domar espíritos nobres e, pasmem, não os vemos como urgentes.

Acho engraçado a exigência da perseguição para alcançar algum reconhecimento. Bom, é sinal que conseguiu chamar a atenção e rá, complicar as coisas. O problema mesmo é disparidade de forças. E como quem tem mais poder detém a verdade, coitadinha, a propaganda e a assessoria sufocam a crítica, relegada a documentos confusos tramitando nos tribunais, indo de recurso em recurso, eternos. Não vejo nada saudável em perceber a “oposição” apenas como um contraponto, desconsiderando suas propostas. “Ah gente, é só como as coisas deveriam ser, mas, oi, mundo real né”. Quando ouço isso, de gente fraca e despreparada, fico imaginando se um dia todos vão desistir. Melhor seguir na crença de que não, não vão.


*Sobre a Suzano: uma amiga geógrafa foi visitar as plantações e cara, disse que bate um desespero. Não se ouve o canto de nenhum pássaro, nenhuma cigarra, nem nada vivo, só o som das folhas naquela imensidão de eucalíptos. Vamos ver se lá vai contecer o mesmo que em Gilbués, ah, tudo com anuência - e incentivo fical pesado - do Governo do Estado (WD).

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Um dia de cada vez

Vim o caminho pra casa pensando em como eu cheguei nesse ponto da vida sem me viciar em nada. Acho uma façanha. Tirando a óbvia parte financeira, eu acredito que minha condição humana (rs) não permite. Gosto de sexo, mas não sou Tiger Woods (e a sorte?). Bebo, mas não sou alcoólatra; fumo, mas não sou fumante; chocolate, coca cola, twitter, mas, né, transito na normalidade. A normalidade é saudável, mas entediante? Vai que é. Vamos ver o que aconteceria se eu tentasse essas 3 dependências a seguir:

Crack – essa pedrinha que ta a-ha-zan-do na noite Teresinense. Superou a Opala, a carnaúba e a mamona do biodiesel. Se eu fosse do crack, eu seria muito provavelmente inserido nas outras modalidades de entorpecentes, o que pressupõe que eu passaria por etapas, indo de vício em vício (sim, 50cents e Snoopy Dog absolutamente). Daí que eu não tenho dinheiro pra sustentar essa brincadeira. Nem amigos ou família. Nem cara de criminoso, a não ser fogueteiro. Questão de meses eu descia pras grades. Sim, fracassar na bandidagem, quem nunca? Fato- O crack acabaria comigo, me deixaria mais magro, talvez me desse uma pontinha na política, na tv, mas não, gosto mesmo é de estar vivão.

Internet – Não só internet, mas tecnologia. Se bem que atualmente a tendência é ser Geek. Q? Gente, Big Bang Theory é uma ilusão amarga. Do tipo, onde-nessa-encarnação. Não vou nem falar em dinheiro nesse tópico, juro, mas poxa porque justamente quando você compra um itouch 3 a Apple vem e lança o 4. Estar viciado na rede me deixaria super noiado em estar sempre à frente das novidades = vida social de uma ameba. Ora Diabos, pois prefiro ser viciado em Deus. rs.

Cultura japonesa - sintam o drama dessa alternativa nesse vídeo:

Tá explicado?