Na propaganda vi um brinquedo, um carrinho da hotwheels, que dependendo da temperatura da água muda de cor. Um princípio termoativo interessante de ver. Lembrei também daqueles prendedores de cabelo que mudavam de cor no sol no início dos anos 2000. Eu nem acredito que estou usando isso como prefácio do drama aqui. *som do violino* Me toquei da necessidade de adaptação que temos que nos impor.
Tou bastante ansioso com meu novo trampo. São novas possibilidades, oportunidades, conexões. Essa história toda de renovação, crescimento e potencial. Blablablá. Daí bate aquela dúvida teatral: estou pronto ou vou ter que ir me construindo ao longo do caminho? Receitas de sucesso, cases promissores, gestão da ascensão. Nada tem servido. Nem o Yoga, nem o tantra. Queria mesmo era ir da água fria pra água quente, e tão logo eu o fizesse, mudasse de cor e de relevância.
Tem um termo na economia, chamam de trade-off, quer dizer que algumas decisões que você toma fazem com que outras não possam entrar mais jogada. Na real quer dizer que você tem opções limitadas e é melhor escolher a certa (beijos) ou as chances de foder tudo ganham corpo. E é a mesma história do crescimento, independente do tipo. À frente um labirinto e para trás fica aquela sensação “em que momento eu me tornei assim” ou “quando eu vou ser daquele jeito”. Estou precisando de uma viagem longa.
*Vídeo: O cara, Noah, tira uma foto por dia. Há 6 anos. Reflitam.
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