O Jone é um primo formador de personalidade que tenho por parte de mãe. A gente tem a mesma idade e passamos juntos bons momentos na infância, no interior do Maranhão. Nossa rotina se resumia a andar de bicicleta e tomar um sabor diferente de sorvete por dia (muitas vezes a diferença ficava a cargo apenas da cor). Recentemente, tivemos um reencontro após oito anos. Ele cresceu o dobro do meu tamanho e já estava casado. Falei disso na época, neste post.
Hoje, alguns meses depois, ainda mantemos o contato, com alguma regularidade. Ele se separou da esposa adolescente e agora mora no sul, levando uma vida tensa e braçal. Essa noite o Jone me ligou, disse que era a noite mais fria que ele enfrentava até então. Sozinho, num apartamento mal dividido, a sensação era estar no Alaska, num cenário branco e gelado em todas as direções. Eu contei que sai dos empregos porque, no momento, me formar era mais importante; disse pra ele vir no ano novo e que aqui é onde, como ele bem sabe, o termômetro sempre está acima dos 30. Rimos juntos de alguma lembrança, nos desejamos sorte e então desligamos meio sem jeito - um silêncio onde caberia um milhão de abraços.
Hoje, alguns meses depois, ainda mantemos o contato, com alguma regularidade. Ele se separou da esposa adolescente e agora mora no sul, levando uma vida tensa e braçal. Essa noite o Jone me ligou, disse que era a noite mais fria que ele enfrentava até então. Sozinho, num apartamento mal dividido, a sensação era estar no Alaska, num cenário branco e gelado em todas as direções. Eu contei que sai dos empregos porque, no momento, me formar era mais importante; disse pra ele vir no ano novo e que aqui é onde, como ele bem sabe, o termômetro sempre está acima dos 30. Rimos juntos de alguma lembrança, nos desejamos sorte e então desligamos meio sem jeito - um silêncio onde caberia um milhão de abraços.






