quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Rhye - The Fall
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Sod off
Whatever the motivation for donating personal belongings – be it sheer exhibitionism, therapeutic relief, or simple curiosity – people embraced the idea of exhibiting their love legacy as a sort of a ritual, a solemn ceremony. Our societies oblige us with our marriages, funerals, and even graduation farewells, but deny us any formal recognition of the demise of a relationship, despite its strong emotional effect.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Verão da destruição
2) Na semana seguinte, uma pane na rede de abastecimento de água deixa todo mundo sem banho por um ou dois dias, fato que se repetiu menos de 10 dias depois. Relembrando que isso acontece em Teresina que chega fácil aos 35°C no período de outubro à dezembro, tudo com pouquíssima umidade. São testes constantes de resistência. Faz calor e eu adoeço – tenho cá uma skin condition que combina muito pouco com o ambiente, então é uma situação realmente desestabilizante. Why so close Equador?
domingo, 7 de outubro de 2012
Billion years of love
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
A Maçã
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
It may hurt
domingo, 19 de agosto de 2012
Sobre ir até o fim
If you’re going to try, go all the way. Otherwise, don’t even start. This could mean losing girlfriends, wives, relatives and maybe even your mind. It could mean not eating for three or four days. It could mean freezing on a park bench. It could mean jail. It could mean derision. It could mean mockery — isolation. Isolation is the gift. All the others are a test of your endurance, of how much you really want to do it. And, you’ll do it, despite rejection and the worst odds. And it will be better than anything else you can imagine. If you’re going to try, go all the way. There is no other feeling like that. You will be alone with the gods, and the nights will flame with fire. You will ride life straight to perfect laughter. It’s the only good fight there is.
No muscles to show
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Ballons
Rola um pouco de receio de estar enchendo balões furados. Básico: se a função do balão cheio de ar é voar, o destino dos balões vazios ou furados é cair. Essa metáfora é pertinente na medida em que usar o fôlego, gastar o ar à toa é bem foda. Funciona mais ou menos como nesses seriados nos quais a classe recebe ovos para cuidar como se fosse um filho. Eles se forçam a dar atenção, ficar de olho. É uma lição sobre o cuidado e exige um bocado de lucidez.
domingo, 5 de agosto de 2012
Nordic way
terça-feira, 19 de junho de 2012
Haircut
Firestarter
Quem sabe poderíamos, com proveito, imitar os costumes de algumas nações selvagens, que uma vez por ano procedem como se abandonassem sua pele velha? Elas têm a intuição da coisa, quer tenham ou não a realidade. Não seria tão bom se celebrássemos um busk ou "festa dos primeiros frutos", tal qual faziam os índios Mucclasse, na descrição de Bartram? "Quando um povoado celebra o busk," diz ele, "tendo de antemão se abastecido de roupas, vasilhas e panelas novas, além de outros móveis e utensílios domésticos, juntam todas as roupas usadas e demais objetos desprezíveis, varrem e limpam as casas, a praça e a cidade inteira, jogando o lixo, os grãos que sobraram e outras provisões velhas num monte comum em que tocam fogo. Depois de tomarem remédios e jejuarem três dias, o fogo é totalmente apagado. Nesse período de jejum, a população se abstém de satisfazer qualquer tipo de apetite ou paixão. Proclama-se uma anistia geral e os malfeitores podem retornar ao povoado.“Na quarta manhã, o sumo sacerdote, esfregando lascas de madeira seca na praça pública, produz um fogo novo, do qual chamas novas e puras são distribuídas por todas as habitações." Então eles festejam comendo milho verde e frutos, dançando e cantando durante três dias "e nos quatro dias seguintes recebem visitas e se confraternizam com os amigos das aldeias próximas, que por sua vez já se purificaram e prepararam de modo parecido".Os mexicanos também praticavam uma purificação semelhante ao fim de cada cinqüenta e dois anos, na crença de que já era tempo de o mundo acabar.Raramente ouvi falar de um sacramento mais verdadeiro do que esse, isto é, "sinal visível exterior de uma graça espiritual interior", segundo a definição do dicionário, e não ponho em dúvida que na origem foram diretamente inspirados dos céus para agir assim, conquanto não haja texto bíblico para a revelação.
domingo, 17 de junho de 2012
But i'm doing it anyways
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Sonar dia 12
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Sonar dia 11


terça-feira, 15 de maio de 2012
SonarPro dia 11 - Reactable
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Sofrer
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Maquete
Why do you create? What is it about being creative that makes it something important for you to do?"I create because I have no other choice, and I am very bad at any other occupation. Creating is part of my personality and if you remove it from me, I may become a ghost."
sábado, 21 de abril de 2012
Do lar
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Corrão
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Handwrite
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Criar e destruir

Se hoje as pessoas demonstram o amor de forma virtual, através de pixels, seja em sms ou inboxes, em outros tempos cartas, poesias, músicas e pinturas ocupavam esse lugar. Não sou saudosista, a ideia é outra. Conheci recentemente uma história específica, e por isso considero marcante, da relação entre duas pessoas que foi expressa através de esculturas: marcado em estátuas de bronze e mármore por Camille Claudel e Auguste Rodin, escultores franceses, o percurso de um romance simbiótico que dá terrivelmente errado. Prefiro contar sob a perspectiva dela, a minha favorita, pra quem as coisas terminam de forma trágica.
Ainda pequena demonstrou vocação pra escultura, mas era um ofício extremamente masculino e caro. O machismo instaurado naquela época era tal que mulheres não podiam nem mesmo estudar o corpo nu “por razões morais”, por exemplo. Por acreditar em Camille, seu maior incentivador, o pai, muda-se com a família pra Paris, onde ela começa a ter aulas e acesso ao círculo artístico. É nesse contexto que a aluna conhece o instrutor, Auguste Rodin, em 1883. Mais tarde ela passa de assistente a amante e, nesse meio termo, é também musa. Sem dúvida, ela o inspirava. [leia mais]
Embora ele tivesse 45 e ela 19, o estilo dos dois é semelhante em técnica, mas a sensibilidade dela é incrivelmente singular, então Rodin confia a Camille a incumbência de moldar principalmente os pés e as mãos, que era por onde ele expressava as emoções de suas obras. Com o passar do tempo ela se tornou o membro de maior estima da equipe de escultores de Rodin, que ascendia em prestígio na medida em que recebia grandes encomendas do governo francês. Ela, apesar de seu brilhantismo, nem tanto. [leia mais]
Enquanto durou o affair, ambos esculpiram obras paralelas, embebidas na relação carnal intensa. É incrível ver cada escultura dela e relacionar com o nível de envolvimento com Rodin, principalmente quando ele acaba. Camille então entra em sua fase mais criativa, motivada principalmente pela busca de um estilo próprio. Entretanto, a proximidade com Rodin havia fincado raízes fundo demais, no sentido destrutivo e patológico do termo. [leia mais]
Uma obra capaz de fornecer um resumo seria A Idade Madura (L’Age Mûr). Na escultura, uma mulher abandonada pelo amante, imersa em dor, no chão. Ela marca o rompimento definitivo dos dois. [leia mais]
Adoecida emocionalmente pela obcessão, ela chega ao ponto de destruir tudo que cria, isolada em seu pequeno atelier. Sozinha, no escuro e em silêncio, rodeada apenas por blocos quebrados de seus moldes e uma infinidade de gatos, ela havia falhado em conseguir firmar uma identidade, pessoal ou artística, separada de Rodin. Com a mente em frangalhos e relegada pela família, ela acaba em um hospital psiquiátrico, no qual passa 30 anos internada – sem ter voltado a esculpir – e morre aos 79. [leia mais]
Enfim, a entrega e devoção dessa artista esplendorosa a um homem que exercia o papel de mestre, de amante e de pai é que parece lhe aproximar de uma neurose obsessiva. A arte de Camille só se sustentou enquanto pôde estar associada ao escultor mais famoso da França na época, Auguste Rodin. Mas a história foi além, pois a arte de Claudel era para si constitutiva, organizadora, possibilitadora de uma vida em sociedade. Quando lhe tiraram esse caminho, quando não foi mais possível o reconhecimento de sua arte pelas mãos daquele que era para si o mestre, o nomeador, a sua obra – e vida – tornaram-se insuportáveis, pois sem valor. - Uma hipótese de neurose obsessiva em Camille Claudel
Um filme biográfico, que eu preciso ver, foi gravado em 1988.























