Ontem, deitado no canto de uma quarto minúsculo, rodeado por pessoas bêbadas e confusas, ficou muito claro que esse foi o ano mais intenso que já aguentei. É o retrato de uma juventude metade Skins (ingênua e entorpecente), metade Friends (pelas piadas sem graça), com molho de South Park (pelo nonsense violento) e borda de Ugly American (pelo misticismo de mal gosto). Desesperados por referências e financeiramente insatisfeitos, usamos o restinho de vodka barata pra fazer coquetel molotov.
Não faço listas, nunca, e penso se talvez é a hora de começar. Não tenho muitas metas definidas e está difícil pensar agora porque acabei de acordar. Ontem pensávamos nos nossos happy hours e ficamos um pouco com medo de, ai, todo o material fotográfico e gravações caírem na imprensa. "A Decadência da geração Y" estampada nas publicações locais e nacionais, ecoando na TV aberta, envergonhando as famílias brasileiras. Decidimos, por fim, lançar nós mesmos essa compilação ousada. A celebração de um estilo de vida destrutivo. Mas não agora, ainda precisamos causar boa impressão. Adianto que será melhor consumido na versão pra Ipad.
Voltando, acredito que fazer listas envolve ter uma noção de prioridades. Certo, a primeira é terminar minha monografia. A segunda é conseguir de vez o certificado de proficiência. A terceira é me dar bem no emprego. A quarta é ler todos os livros que, em 2011, não passei da introdução bem como ver os milhares filmes que minha irmã baixou ilegalmente por torrent (nota mental: fazer um filtro entre as comédias, os romances e as comédias românticas). Quinta e última, pra não sobrecarregar as expectativas, é desenvolver uma identidade textual - calma, será copyleft.


