Love and Death- Woody Allen
segunda-feira, 28 de março de 2011
Percorrendo um labirinto
Love and Death- Woody Allen
sexta-feira, 25 de março de 2011
Segue o fluxo
Estou em casa desde hoje de madrugada. Não usei metade das roupas que levei, bem como não consegui superar a vibe @RobertoCarlosdaDepressão – mas tou aqui, ‘voltei pras coisas que eu deixei’. Não tem graça. Se Pedro Bial tivesse que fazer um discurso pra anunciar minha saída da nave do show da realidade afetiva, ele diria “Vem ser besta aqui fora, Alencar”. Aí aparecem meus batimentos cardíacos em um canto da tela e no outro a informação dos 90% de rejeição. Fui eliminado.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Amor aos pedaços
Ponto de encontro dos desamparados, o mar fica lá, sempre de braços abertos pra receber gente cheia de neuroses. É como a lua, só que acessível - por isso mesmo tão poluido. Almocei conversando com ele. Como resposta obtive um monótono eco de ondas. Me fez até melhor. Mas olha, eu definitivamente escolhi a cidade errada pra curtir a fossa. Só um exemplo: perto de onde eu tou existe uma loja de doces, cujo letreiro fica me torturando. E o que eu faço? Vou lá me entupir de sorvete e bolo.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Sessão dercarga
Hoje minha mãe decidiu dividir o quarto comigo no hotel.Vai me fazer companhia até o dia de irmos embora – é um dado previsível visto que meu dinheiro vai acabar logo. Com ela tentando dormir eu vim pro banheiro, pra não incomodar. Acho bom ela estar aqui porque estamos vivendo situações semelhantes, só que diferem em nível. A cena é de filme, os dois estupidamente fodidos se consolando. Prêmio Sundance.
Eu tenho expectativas, sabe, tenho esperanças. Mas só esperanças não fazem o caminho de ninguém. Daí que você acredita em algumas coisas com tanta fé e, pá, pegadinha do malandro, yeah yeah. Raramente as pessoas tem nas mãos opções claras – geralmente elas ficam muito na dúvida, não entendem ou desconfiam do que vai acontecer se escolherem aquilo ou aquilo. Escolher uma coisa significa não escolher outras. Rola uma tensão, um nó no peito. Opa, tão sentindo essa vibe #mimimi? Hora de encerrar o post.
São Luis taggeada
Verão da solidão
São Luis dia 2. Daí hoje fiz o programa turismo histórico, aquela coisa batida, mas bem vinda porque, né, não tou em condições de exigir. Lembrando que eu quero distração, porque a vida não tá fácil pra ninguém e dias sombrios estão aí. Vi os azulejos, as janelas, o calçamento, os prédios e umas lojinhas padrão de artesanato. Eu não vou dizer que foi divertido porque, hm, não foi. Muita sujeira e gente assustadora.
Destaque para o casal de gringos que me pediu ajuda e me alugou de guia. “It’s called The Lion’s Palace. Next...”. Já a guia desse lugar era ótima, muito amargurada, muito inconformada e questionava por exemplo, porque a gente tinha que usar um protetor de pés pra pisar nos tapetes que “foram feitos pra isso”. Me conquistou.
Tive que saber quem era aquela mulher, se tinha sonhos, se queria fama, iates, se acreditava na cabala. Ela é formada em pedagogia e especialista em psicopedagogia, fez dois anos de jornalismo mas aí entrou em outros dois cursos super complicados: “filosofilhos e casamentologia”. Ri alto. No fim ela furtivamente deixou eu tirar fotos dos salões , “que não sei porque é proibido tirar foto sem flash, porque não danifica”. Se eu voltar por aqui um dia, vou ter que procurar ela, juro.