São Luis dia 2. Daí hoje fiz o programa turismo histórico, aquela coisa batida, mas bem vinda porque, né, não tou em condições de exigir. Lembrando que eu quero distração, porque a vida não tá fácil pra ninguém e dias sombrios estão aí. Vi os azulejos, as janelas, o calçamento, os prédios e umas lojinhas padrão de artesanato. Eu não vou dizer que foi divertido porque, hm, não foi. Muita sujeira e gente assustadora.
Destaque para o casal de gringos que me pediu ajuda e me alugou de guia. “It’s called The Lion’s Palace. Next...”. Já a guia desse lugar era ótima, muito amargurada, muito inconformada e questionava por exemplo, porque a gente tinha que usar um protetor de pés pra pisar nos tapetes que “foram feitos pra isso”. Me conquistou.
Tive que saber quem era aquela mulher, se tinha sonhos, se queria fama, iates, se acreditava na cabala. Ela é formada em pedagogia e especialista em psicopedagogia, fez dois anos de jornalismo mas aí entrou em outros dois cursos super complicados: “filosofilhos e casamentologia”. Ri alto. No fim ela furtivamente deixou eu tirar fotos dos salões , “que não sei porque é proibido tirar foto sem flash, porque não danifica”. Se eu voltar por aqui um dia, vou ter que procurar ela, juro.
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