Calma, Crepúsculo está de braços abertos.Tava numa reunião de pauta, depois fui ver o Teddy Bear no cinema. Achávamos que a essa altura todos já tinham visto, então não encontraríamos aquela fila da depressão. Relapso, esqueci que as pessoas se envolvem com as coisas valendo, com força, e lá estão elas pedindo bis, bis, bis(...). E elas têm um motivo tão inquestionável dessa vez. Entendo, é o último contato, o fim de um ciclo mágico, o da infância/adolescência e existem cada vez menos coisas que preencham de inspiração, e vou me incluir, nossas vidas miseráveis. A missão é seguir em frente, quem aproveitou ótimo, beijos. Agora é hora de pagar o imposto de renda, renovar a carteira de motorista, quiçá comprar o leite dos rebentos.
Devo admitir que não me enquadro na descrição do fã doidão da série. Talvez sim, de alguma forma, assim dando a mão à palmatória. Não acompanho desde o início, comecei na década de 2000, nem representou meu debut no planeta literatura. Li todos os livros emprestados, sem nunca ter comprado nenhum, chegando inclusive (a partir da Ordem) a me arriscar nos originais, quando ilegalmente online. Já me fantasiei com um grupo de amigos - lembrem: não me julguem - foi super divertido e rendeu uma capa de jornal (ok, suplemento). E não, de longe não é a melhor série de ficção que já li, mas sim, no auge de minha nojenta pretenção, dou os devidos créditos.
Não vi o Relíquias da Morte parte 1. Sinceramente, sou incapaz de lembrar o porquê. Agora tanto faz, quero me redimir baixando alugando essa semana. Fizeram a coisa certa, total percebo. Sabe, vou confessar a interpretação nunca me comoveu. Gostava de acompanhar, como em outras adaptações, o texto ganhando vida. Coerência me basta. Pouco importa se os atores tentam usar apenas a sobrancelha para expressar um sentimento. Chuck Palahniuk ensinou que nada é perfeito quanto a gente imagina que é. Deal with it e deixe a timeline em paz. No mais, Juliana e Patrícia me contemplam.