Descendo a barra de rolagem
do G.reader, me deparo com um editorial da Hansen e me senti estranhamente
familiarizado com o conceito e mais do que isso, com as situações nas quais os
modelos foram enquadrados. Tem sido raro me identificar com alguma coisa que tem entre
as tags o termo “fashion”. Talvez porque dessa vez, ao contrário do que se
espera de modelos masculinos em páginas de revistas - exalando juventude e
vivacidade - a marca dinamarquesa traz em suas imagens jovens senhores vestidos
confortavelmente e sem extravagância. Btw, a fotografia é de BentRené Synnevåg.
Mais
do que pensar no valor e no acesso às roupas da Hansen, acredito que o mais
importante é ter sido tocado pela inspiração de seus criadores ao ponto de atentar para algumas de suas bases. Fora que nem de moda eu entendo pra me arriscar dando pitaco.
“Sunday Bests” combined with “Work Wear”. Às vezes,
mais parece que equipe de fotografia seguiu um homem de seu escritório até a
praia ou até o jardim da casa, onde, imagino, ele deva ir de vez em quando
tomar um ar. E ele não mudou de roupa no caminho. Isso tira o peso da idéia do
trabalho e diminui a distância de quem ele é, seja trabalhando, seja curtindo a
paisagem sentado num rochedo. Apesar do ar indiscutivelmente adulto é possível
sentir certa leveza.
“The message of HANSEN is
clear: simple, honest and democratic everyday wear with longevity”. A descrição segue dizendo que coisas
como “consumismo” e “tendência” foram deixados pra trás. Existe também uma
naturalidade/sobriedade nas cores: preto, branco, alguns tons de azul e de marrom e outras matizes sutis. O nome responsável
pela marca é Aase Helena Hansen, sueca
residente na Dinamarca. “Força silenciosa” é o que ela diz melhor descrever a
coleção do ano passado, mas acredito ser uma constante até hoje.
São peças que, segundo ela, são desejáveis na medida em que são compreensíveis
(e justamente funcionais).




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