domingo, 20 de fevereiro de 2011

Receitas de despedida

Confortar pessoas não é meu forte. Dá pra perceber, né, olha aqui eu falando de comida enquanto terapia. Pra quem quer relaxar, digo que algumas coisas simples funcionam, por exemplo, fazer uma salada. Essa coisa de cozinha é bem óbvia, então é bem o meu tipo.

Legumes cozidos são ótimos para descascar e cortar com a faca mais afiada da gaveta, isso feito sem a mínima pressa, pra dar tempo pensar. Como bom carboidrato addicted tenho um conselho: amassar batatas para um purê podem fazer a diferença em uma manhã ruim. Foi o que fiz hoje btw.

Esse mês de fevereiro, já de longe, é o pior de todo o ano e estou sendo bastante racional. Nossa, que difícil. O Vitor Machão (que brinquei em posts [1][2][3] aqui do Gira Livre) meu amigo, velho amigo, cometeu suicídio. Eu pensei em dizer isso de um jeito mais ameno, mas simplesmente é dessa forma: chocante.

Não sou besta de tentar fazer uma homenagem à altura, portanto o que estou fazendo aqui não é isso. Nem vou julgar o que ele fez porque, veja bem, ele era mais equilibrado que eu. Bom, isso tudo foi há uma semana.

O que fica do Victor Marchel, pra mim, é uma lição de sensibilidade e agradeço pra sempre. Infelizmente já não consigo traduzir em palavras coesas o que eu queria no início dessa postagem: estou embriagado de saudade.

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