No último episódio da sexta temporada de Grey’s Anatomy, Bailey tenta salvar a vida de um cara que foi baleado pelo louco atirador que invadiu o hospital. De repente ela olha pra cima e pergunta “De onde diabo tá vindo essa água?!”- questão razoável, porque tem uma água misteriosa inundando o ferimento exposto. A garota estúpida que está com ela (Mary, opaca), horrorizada, responde “Dr. Bailey, são lágrimas. A senhora tá chorando”. A mulher nem percebeu, de tão desesperada.
Um pouco mais adiante, essas duas tentam levar o cara agonizante até à sala de cirurgia, em outro andar. Arrastam o moço um bom pedaço, deixando um rastro de sangue pouco artístico, mas, tsc, o elevador está quebrado - coisa da SWAT pra evitar a movimentação do maluco pelo prédio. Fudeu. Bailey.Grita.Puta.Da.Vida. A menininha pergunta “E agora, o que nós vamos fazer?!”. Cair na real, não tem mais absolutamente nada que ela possa fazer.
Ela senta do lado do moço e abre o jogo. “Você vai morrer, mas eu vou ficar do teu lado, beleza”. Beleza o caralho, e comigo, quem fica? Me embrulhei até a cabeça de pura cumplicidade, com o rosto enterrado no travesseiro. Em que ponto eu cheguei. Nem de Grey’s eu gosto.
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