sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Coleta seletiva, me leva

Voltei a trabalhar hoje. Uma sexta à tarde. A oportunidade pra ter ficado em casa foi perdida quando me comprometi a fazer a cobertura de uma caminhada sobre limpeza urbana. Do tipo ganhei meu dia. O ponto máximo foi o capacete com cheiro de ferro (= sangue), porque moto é meu segundo nome. Logo depois eu voltei pra redação e me senti um lixo. Eu sei, vocês não tem culpa dessa coisa bizarra. Eu saí da minha casa, deixei meu torrent ligado... Crente que ia chegar abafando e receber o maior carinho, o maior amor do mundo, mas eu me senti um nada, uma porcaria. Vem Cláudia, senta aqui comigo.

Confessar viu, sou o cara que perde as coisas legais. A diversão antropológica do show do Ponto de Equilíbrio, a feira de artesanato mundial, o namoro e o bom humor. Na real, eu nem penso se mereço algumas coisas, nem questiono. Será Karma? Não importa. Sorte? Bléh. Eu sei que ter comido três sacos de batata frita, frias, salgadas e murchas, é sinal maior da falta de amor próprio, não da cólera celeste. Minha vontade agora é uma piscina de vodka com bóias de limão.

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