quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Em nome da rosa

Estou cobrindo uma série de eventos organizado por um órgão ligado à Defesa dos Direitos da Mulheres. Sabe, aqueles 16 dias de Ativismo, campanha global. Hoje foi a ação Mulher no Esporte, envolvendo jogos e competições. Começou com os times de vôlei e futebol femininos, Tranqüilo, bola vai bola vem e nenhuma vez fui o alvo. Então ouço os gritos do fim do mundo. na quadra ao lado. Rio de Janeiro feelings. Tava rolando uma senhora pancadaria entre as competidoras de kung-fu. Gente, juro, aquilo era pessoal, mágoa reincarnada. Dia Internacional de não Violência contra a Mulher FAIL.

Lá, conversando com a arquibancada, conheci a Dona Fátima. O nome dela é Maria Sousa Silva. Eu perguntei, ahm, “oxente, que história é essa?!”. Ela não sabia explicar a história dos nomes, portanto, quem era realmente. Olhei sério nos olhos dela, depois para o horizonte. Refleti profundamente. Pensei em abraçá-la e recitar Albert Camus, dizer que sim, eu também sabia o que era aquilo, existir e ao mesmo tempo não ser ninguém, um estrangeiro de lugar algum. Quando movi os braços na direção dela, fizeram um gol. Ela vibrou tanto que eu me aquietei, meio frustrado

Dou nome às roupas. Algumas merecem um. Gosto muito da Blindagem, minha camisa de assaltos mal sucedidos. Tipo hoje: fui de calça branca. Às vezes esqueço onde trabalho. Quando percebi era tarde demais – tinha uma mancha barrenta e lovecraftiana que pegava uma perna inteira do jeans. A batizei de Timeline.

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