

Pra sentir vergonha alheia (V.A.) é preciso ser capaz de empatia - um sentimento repleto de altruísmo, onde nos colocamos no lugar do outro e sentimos o elo humano. Benção e maldição. Não é necessário presenciar. Apenas ouvir em uma roda de conversa sobre já resolve a equação. Fisgados pelo embaraço, não sabemos onde colocar a cara. Ás vezes, muito raramente, nem mesmo dá pra rir. E a história, que coisa, nem é com a gente.
Um filho que flagra o pai safenado com uma jovem manceba trancados no quarto; uma mãe que encontra um maço de cigarros na gaveta de cuecas do filho dócio e geek; vexame do estagiário no churrasco na empresa; ver aquele colegial com uma enorme mancha de pasta de dente que vai da testa ao pescoço. São situações com camadas e mais camadas de uma deliciosa cobertura sabor humilhação. E, repito: não.são.com.a.gente. Entretanto, não é uma distancia suficientemente segura. Sentimos nossos músculos se contraírem, ora tensos, ora aliviados.
Nas séries enlatadas é comum quando descobrem que a personagem certinha, vida invejável, conduta ilibada, gravou um soft porn nos anos 80. Olha aí a juventude, verdadeira hidrelétrica geradora de escândalos. Porque você sempre pensa que vai ter uma velhice confortável. Balela. Um dia vem alguém e coloca um DVD (no futuro vai ser o equivalente a uma fita cassete ou um vinil) num aparelho de DVD (hahaha, consigo ver a cena) de um comercial de motel que você fez quando tinha vinte poucos anos. “Olha lá, vovô, aqueles pés são seus, hein”. Eu vivo pra isso.

meus pais tem, até hoje, uma fita VHS em que danço xuxa com cinco anos. como lidar?
ResponderExcluireu tenho uma foto vestida de CHIQUITITAS, com o PAPAI NOEL DO SHOPPING no natal de 97. por que, meu deus?
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