domingo, 3 de abril de 2011

Palavras-chave

Essa postagem era pra ser taggeada como “Diversão Antropológica”, mas por ser tão comprometedora, vou arriscar um verdadeiro exercício de sutileza. A situação é tal que não posso falar diretamente das coisas. Felizmente não fiz promessa alguma sobre manter a dignidade alheia intacta, ou preservar religiosamente minha própria índole, portanto, escrevo sem culpa – não sem receio. Certo, estão esclarecidos. Antes, acho interessante expor três conceitos:

*Intimidade, íntimo. (latim intimus, -a, um) adj:
1. Que está muito dentro; muito interno. = intrínseco, profundo ≠ ligeiro, superficial, vago
;
2. Que existe no ânimo ou no coração. = entranhável, imo, profundo ≠ superficial
;
3. Muito cordial, tranqüilo ou aconchegante. = acolhedor ≠ frio, neutro
;
4. Que goza de intimidade. ≠ estranho
;5. Que está muito próximo de ou tem relações estreitas com. = familiar ≠ estranho;
6. Que diz respeito à própria pessoa ou é confidencial. = particular, pessoal, privado ≠ alheio;
7. Que envolve contactos sensuais ou sexuais;
8. Relativo a zona genital. s. m.;
9. A parte mais interna. = âmago, imo ≠ exterior, aparência;
10. Pessoa de intimidade. = amigo ≠ desconhecido, estranho.


*Constrangimento. s. m:
1. Acto!Ato de constranger;
2. Violência que tira liberdade de acção!ação;
3. Acanhamento, embaraço;
constranger (ê) - v. tr.
1. Apertar, impedir os movimentos de;
2. Fig. Tolher o meio de acção!ação; coagir; forçar; obrigar pela força, violar;


*Desastre. s. m.:
1. Desgraça imprevista e funesta;

2. Revés; infortúnio;

3. Catástrofe;

4. Sinistro;


*Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Priberam – e de acordo com o novo (#seulindo) acordo ortográfico.


Eu pensava que sentir vergonha alheia era um ato de compaixão. Talvez uma mistura de pena, amor e às vezes até raiva. Quem sabe uma vontade de abraçar, levar pra casa e dizer “calma, tudo vai ficar bem agora”. Pois bem, aqui vem a contradição: se alguém está te causando vergonha por empatia, o bom senso (tão divino quanto o livre arbítrio) apita louco “não tente nada p.a.r.e.c.i.d.o”. Para o bem ou para o mal, às vezes acontece justamente o contráreo. Seguimos a trilha confusa e escolhemos o lugar errado. Alguns podem dizer que é imprudente ou perigoso, mas eu vou chamar aqui de aventura. Nota: estou sento sutil.

Os personagens dessa história são figuras clássicas do Gira Livre como a Motorista da Rodada, a Menina que trabalha lá em casa, o Ted Bear e a Esquerda Festiva. Pessoas sem ficha criminal, mas entregues de corpo e alma ao deboche. Hoje participaram também o Bonilton e o Fantasma da Branca de Neve. Eu sei, rola o maior bullyng aqui.

O que aconteceu com a gente foi muito raro em termos de absurdo e ridicularidade. Provamos o amargo da humilhação e da exposição pública. Em um mundo de câmeras de vigilância e acesso gratuito à internet, nossas vidas correm perigo. Os capangas da moral estão soltos e armados. É o nosso “Saia à rua, Vossa Excelência”. Finalizo aqui com um ‘boa sorte’, meio que segurando o riso.

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