Costumo achar chuvas românticas, embora aqui sejam sinistras, alaguem tudo e quebrem os guarda-chuvas da gente. Historicamente, considero janeiro e fevereiro meses de romance. O clima pede companhia. Dormir de conchinha é como se escreve “mimimi” no kama sutra. A preguiça de manhã, o bom humor repentino, o estranhamento combinado com o deleite de simplesmente não estar suando em pleno meio dia. Estar solteiro, nessas condições é uma coisa nova. Faz frio, não estou de mãos dadas. Acho ok porque tenho um coração livre, e ele de tão leve levita. Molhado, no caminho pra casa observei um céu que nublou alaranjado, dei um sorriso besta e quando cheguei tirei uma foto. É um período de exceção.
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