Talvez a razão pela qual Sun Tzu seja um guia para enfrentar uma variedade imensa de situações, desde afetivas a profissionais, seja o fato dele apresentar uma noção sobre o princípio do conflito, baseado no papel da estratégia. Na analogia, nos colocamos nos lugares ora de soldados, ora de generais, lidando com táticas de defesa ou de ataque. Atualmente o sangue é opcional.
Seja como for, trata de organizar elementos para uma situação de embate, e ela pode ser mais ou menos tempestuosa. O mérito que o pensamento militar chinês ganha por essas bandas é que no ramo empresarial, as batalhas estão instaladas no mercado – e estamos todos nesse jogo, sem direito a check points e vidas extras. É onde as metáforas ganham força. Nas empresas, a hierarquia, embora existam algumas flexibilidades, tende a ressaltar a posição de um chefe/rei/general - afinal, é uma figura paternalista que gere e distribui poder e ação.
A introdução foi necessária porque um dia desses, em um business meeting, ouvi um exemplo pouco comum, que me deixou intrigado. Em algum momento falaram do aríete, uma instrumento medieval de guerra usado para derrubar portões e muros de castelos, abrindo caminho. Antes fosse apenas o personagem de He-Man.
Quando o que está em questão é o domínio, terror psicológico sem sadismo é ovomaltive do Bobs. Em alguns casos amarravam os corpos de prisioneiros no aríete e olha, era uma coisa muito tensa. As mulheres ouviam horrorizadas o som agonizante de seus maridos sendo esmagados com o impacto e seu choro tinha um poder doloroso tão penetrante quanto uma bala na nuca. Forte. É um tipo de pressão bem chata pra lidar com.
Só li o “A Arte da Guerra” porque era um adolescente pouco afim de obedecer regras e era um best seller que se encaixava bem na descrição. Além do que, quase não passei da metade, já que a filosofia oriental pregava muito o equilíbrio e meus hormônios discordavam dessa visão de um jeito convincente. Por sorte, existem vias alternativas para aprender a encarar o drama, como fugir dos fortões. Não era covardia: contenção de danos era a estratégia mais adequada.

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